Mostrar mensagens com a etiqueta Mau Sangue. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mau Sangue. Mostrar todas as mensagens

16.12.12

Disco "Mau Sangue" no Diário de Notícias. Escolha do encenador André E. Teodósio

Crítica ao disco "Mau Sangue" no caderno "Q" do Diário de Notícias de sábado por André E. Teodósio (ator, encenador e fundador do Teatro Praga). André E. Teodósio escolhe "Mau Sangue" como o disco "a ouvir" na rúbrica para a qual escreve: "O que ando a ouvir, a ler e a ver".

Texto publicado:

"Mau Sangue": Nuno Moura/José Ferreira/Beatriz Nunes. Ed: Mia Soave

"No álbum "Mau Sangue", os textos de um dos meus poetas contemporâneos preferidos, o Nuno Moura, convivem com batidas "cheesy" de Cock Ring, batidas indietrónicas de Fado do Osso (Almdóvar) e batidas electroclash de Parabéns Amália. Mas não é só aliciadores de dança o que encontramos neste disco. Os músicos José Ferreira e Beatriz Nunes, que tiveram a difícil tarefa de compor para tamanhas palavras, oferecem-nos um cardápio tão rico em géneros como a vida que encontramos nos textos do Nuno Moura. Encontramos paisagens cibér-etéreas como as the Girl on LSD, baladas pop rock e spoken word do Norte como Sr Stilmishbi e Mete Mel, rock downtempo em Stamp, guitarradas que se querem tão fortes que só comparáveis às do tempo da decadência musical do Michael Jackson."



Obrigado!

2.7.12

Crítica ao disco "Mau Sangue" por Henrique Manuel Bento Fialho, no blogue "Antologia do Esquecimento".

http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.pt/

"Não é a primeira vez que os poemas de Nuno Moura encontram encarnações musicais. Lembramo-nos, assim num repente, da gravação em tempo real divulgada com um dos números da revista Big Ode, um cheirinho da mesma na colectânea Não resistir Só e Não Só resistir (vide Ventilan), ou das recriações levadas a cabo por A Naifa em 3 Minutos Antes de a Maré Encher. Aparentemente inadaptável, a poesia de Moura reclama constantemente as oscilações da língua portuguesa. Mau Sangue é, muito provavelmente, a melhor das encarnações que tais textos podiam encontrar. Essencialmente electrónica, a música de José Ferreira tem o mérito de responder à urbanidade dos textos. E fá-lo cumprindo o mais nobre dos estímulos: a dança. Há aqui temas, chamemos-lhe assim, tão radio friendly que custa acreditar não virem a ser grandes sucessos do Verão de 2012. Por outro lado, as concessões rítmicas acabam pervertidas pela derrisão da palavra. Cock Ring é um bom exemplo, com manipulações rítmicas claramente dançáveis a servirem de base ao discurso aguilhoado do poeta. Tem qualquer coisa de revolucionário, se entendermos por revolução a arte de pôr Deus a dançar com um martini na mão e os olhos postos nas ancas das virgens. A voz de Beatriz Nunes empresta sensualidade melódica a alguns temas, ao mesmo tempo que eleva a fasquia interpretativa dos textos. É como se naquela voz as palavras se abrissem, largando no ar a musicalidade enclausurada no texto escrito. Portanto, instantes de extraordinária libertação poética. Fado do Osso (Almodóvar) e Parabéns Amália, com um arranjo de viola neo-romântico ideal para noites de Verão, são grandes momentos musicais do ano. Escuto-os em repeat e não me canso. Imperdível."

http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.pt/2012/06/100-albuns-assustadores-58.html

13.5.12

Prémio Nacional de Poesia c/ CD ´MAU SANGUE` - Nuno Moura

MiaSoave#02
Prémio Nacional de Poesia – Nuno Moura



c/ CD “Mau Sangue” - Beatriz Nunes, José Ferreira e Nuno Moura



Em escuta álbum "Mau Sangue". 14 temas com Nuno Moura, Beatriz Nunes, José Ferreira

Mau Sangue by Mau Sangue





Nuno Moura | Douda Correria



douda correria#01
Canto Nono – Nuno Moura
1ª e 2ª edição

https://doudacorreriablog.wordpress.com/2016/02/03/canto-nono


3ª edição
https://doudacorreriablog.wordpress.com/2017/09/15/canto-nono-3a-edicao-nuno-moura/



douda correria#05
Letras Para Dance Music – Nuno Moura
https://doudacorreriablog.wordpress.com/2016/02/03/letras-para-dance-music-nuno-moura-2


douda correria#45
Clube dos Haxixins – Nuno Moura
https://doudacorreriablog.wordpress.com/2016/12/02/club-do-axixins-nuno-moura/




douda correria#69
Cavalo Alucinado – Nuno Moura
https://doudacorreriablog.wordpress.com/2017/09/19/cavalo-alucinado-nuno-moura/



Nuno Moura, poeta, leitor e editor, nasceu em Lisboa, em 1970.
Teve asma.
Trabalhou em anúncios, clipping, clubes de vídeo e livrarias.
Foi jogador de pólo aquático e professor de natação.
Teve um bar no bairro alto chamado “os meninos”. Faliu.
Em 1997, ganhou uma bolsa de criação literária do Ministério da Cultura.
Em 1998, fundou com Helena Vieira a editora Mariposa Azual.
Actualmente, é o editor da Mia Soave e da Douda Correria.
Faz parte dos colectivos O COPO, Ventilan, Os Bambi e Batatas Parvas.
.
Bibliografia:
Não saia nem entre após aviso de fecho de portas, Eurosigno, 1993;
Soluções do problema anterior, &etc., 1996;
Nova Asmática Portuguesa, Mariposa Azual, 1998;
Os Livros de Hélice Fronteira, Regina Neri, Vasquinho Dasse, Ivo Longomel, Adraar Bous, Robes Rosa, Estevão Corte e Alexandre Singleton , Mariposa Azual, 2000;
Calendário das dificuldades diárias, &etc., 2002;
Prémio Nacional de Poesia, MiaSoave, 2012
Drunk Walker, Milena Olissipo, 2013
Canto Nono, Douda Correria, 2013;
Carimbos & Tatuagens Lda, Debout Sur L’Oeuf, 2014
Letras Para Dance Music , Douda Correria, 2014
A Minha Casa, Tea For One, 2016
Clube dos Haxixins, Douda Correria, 2016
Cavalo Alucinado, Douda Correria, 2017



Fotografia: Ainhoa Valle



31.3.12

Mau Sangue - Cock Ring

Mau Sangue

(retirado do texto que acompanha o CD Mau Sangue) 

A ideia para este disco surgiu de uma outra, não concretizada: criar uma história à volta dos desconsertos provocados numa personagem, ficcionada, por uma maioria não disposta a condescender com a expressão de uma certa individualidade, diferença, ou "imperfeição".

Através de textos do Nuno, ditos pelo próprio, ou cantados pela magnífica Beatriz, em circunstâncias de total informalidade, apenas condicionados por humores e estados de alma de momento, criámos no Mau Sangue um espaço de liberdade ética e moral e uma espécie de narrativa não linear, sem auto-censura. As gravações com o Nuno e a Beatriz são sempre primeiros ou segundos "takes".

Durante um ano dedicámo-nos, os três, a registar esses momentos, entre encontros no cinema Alvalade e as gravações em minha casa. O resultado desse processo teve tanto de compensador como de disruptivo.

Outras histórias ficaram imersas no Mau Sangue.

José Ferreira

22.3.12

Quem vem aí?

Photobucket

Eternos perdedores, renovai a vossa esperança. Vencedores de sempre, tremei. Eis o livro que vai reposicionar o trilho da fama e da glória, abolindo portagens caducas e anestesiados palatos de jurados. Escancaram-se os portões da casa forte onde se empoeiram taças e medalhas de peito. Segue este guia. O altaneiro lugar do pódio será teu.


 Photobucket

Crítico Musical – Isto é música portuguesa.
Mau Sangue – Não é.
C.M. – É música portuguesa.
M.S. – Não é.
C.M. – É.
M.S. – Não é.
C.M. – Não?
M.S. – Não.
C.M. – Será poesia dita com música portuguesa?
M.S. – Não.
C.M. – Não será poesia, dita portuguesa, com música?
M.S. – Não.
C.M. – Nem com instrumentos tão típicos como...
M.S. – Não.